segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Tragédias movem os maiores escritores a escreverem os melhores livros.Vivem na total miséria e morrem em amarga solidão. Então seu trabalho,como que com o ar fétido da morte, ganha dimensões nunca antes vistas. Eles em algum momento saberão disso?Do quão grandes tornaram-se, de como suas palavras tocaram corações... ou serão eternas almas torturadas?
De algum lugar,entre poeira,cheiro de pergaminho e grama cortada,uma voz responde:
- Não importa o quão dolorosas sejam as palavras,se forem sinceras e contribuírem para o crescimento do espírito,você terá plantado uma sementinha. Aí na Terra vocês dizem que antes de morrer devemos escrever uma árvore,ter um livro e plantar um filho, ou algo assim...mas creio que sem fazer nada disso,fiz muito mais.
- Não seria o contrário? - respondo para onde a luz ainda bate,algum lugar perto da janela...o cheiro de grama está fraco,assim como meus olhos relutantes em fechar ou abrir,não sei se é sonho ou real,mas sinto ambos.
- Esqueci como era ser assim. Como você. Como todos somos quando estamos aí. Sempre a pergunta errada,no momento certo. Foco demais estraga uma boa foto sabia? A totalidade é tão bela,por que se concentrar na casca,quando se tem um caule?
- Sabe,cansei dessa conversa de louco,estou tendo conflitos internos e meu cérebro pifando! O melhor é dormir mais um pouco.
- Pena que vai chover.
- O quê? Aff,droga.
O som agora era eco,a janela aberta recebia pesadas gotas na minha cama e rosto. Acordei tão assustado quanto não dormi.
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