domingo, 8 de agosto de 2010


Senti falta do poder, se é que já pude tê-lo.
Poder ponderar sobre as escolhas dos outros e governar sobre o pomar do desejo.
De entrar em meu reino de olhares e comprar o silêncio e os falares.
Tendo o poder do sorriso, do elogio e do vício.
Me senti solitário, sobre poder não ter mais poder. Ponderara sobre meu pomar.
Irritado, joguei maçãs àqueles que me tinham por perdedor e com o veneno da casca, matei o roedor de meu escárnio.
Agora, verás meu novo eu, tão semelhante ao antigo velho, tão melhor que o passado ontem.Poderás aplaudir novamente, falso vidente, pois em nem todas maçãs havia veneno.Alguns roedores nasceram pra roer. Roa meu poder,verás que dele tudo entendo.Aposto meu pomar e nele tudo vendo.


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