Vou contar uma história,nem triste,nem feliz. Apática assim. Sem motivo óbvio,ou razão oculta,apenas palavras que na ordem correta,seguem um raciocínio. Era uma vez,como em tantas outras vezes,um menino. Sem atrativos,sem ganhos ou perdas,ele era uma folha de papel.
Vazia,amassada e jogada fora.
Mas sabe quantas árvores foram mortas para esse menino nascer?Apenas uma.Aliás,o nome do menino era Tu,o nome da árvore,Nós.Nós morreu para que Tu podesse nascer.Nós amava os pássaros cantando ao seu redor,assim como toda aquela vida verde que corria em suas nodosas veias.
Nós foi abatida por golpes sucessivos de um machado sem fio,
e caiu,
sem som algum no chão s e c o.
Todos pararam para ver Nós.Uma das pessoas da multidão,era a querida Ela.
Ela ergueu os galhos machucados de Nós e destes,fez Tu. É filho da vida e amigo da morte.Tu foi amassado,revivido,Tu foi amado e cortado sem medo.Ela amava Tu,Ela amava Nós,Ela tinha um coração gigante.Desenhou em Ti (como os íntimos chamam) uma árvore verde,azul,roxa,anil.
Ela não se importava com as cores reais.Ela era tão amável em seu mundo imaginário,que deu vida a Ti. Tu descobriu que podia ser mais que um papel,então exerceu o seu papel,de ser ele mesmo.Tu cresceu,e virou Vocês.Ela,tornou-se Nós,em homenagem a velha árvore.Eu sou um fruto de Voz,que morreu assim,como todos nós,nem triste,nem feliz.Apático,sem oculta razão,ou óbvio motivo.Voz odiava cores. Voz morreu cinza.

Cada verso passa uma mensagem especifica a pessoa que o lê , adorei teu poema e entendi bem a mensagem que tentaste explica muito muito bommmmmm adorei o que se escreva com a alma sempre tem seu valor e significado besos e siga assim moço
ResponderExcluirEita,muito obrigado por entender minhas loucuras, Renata!
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