domingo, 18 de julho de 2010

Somos puro plástico
Com egos elásticos
Sem articulações
ou corações.
Somos pura porcelana
Com consciência leviana
da vida lá fora.
Somos bonecos surrados
amarrados na verdade.
Não nos permitem sair de nossas caixas lacradas
Mas assim são nossas vidas,travadas no tempo
Dizem que somos fúteis em tudo,mas não veem o mundo
como eu tento.

Somos carinhosos,vergonhosos e odiosos em nossa natureza.
Somos beleza de um sorriso ou olhar,somos a dor de um solitário vagar.
Ora sim,ora não,encontra-se um sabiá,de plumagens belas,que se põe a cantar.
Assim nossos corações inexistentes,nascem de canções sorridentes,pois só assim,se pode amar.
Dizem que somos extravagantes,irritantes,hilariantes.
O que é verdade e sabotagem.
Eles ficam cercados em suas brumas da mesmice enquanto inovamos nossa tosquice,fazendo-nos sempre algo a se falar.

Enquanto isso somos apenas bonecos estáticos em nossas caixas de plástico!




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